SIMPLES ASSIM


A complexidade da parada

 

Volto de (pasmem) viagem, e me deparo com todas as novidades ocasionadas pela ausência internética durante a semana. Dezenas de emails não lidos, muitos comentários para serem aceitos, blogs alheios à todo vapor e por aí vai. E é lógico que tudo isso acontecia enquanto eu estava lá, decidida a não voltar para a internet tão cedo. É sempre assim. Mas enfim, I´m back, e de quebra, ainda tenho alguns dias de ócio, digo, férias, para me atualizar.

Dentre as pendências, fui requisitada a participar de duas (até onde me consta) correntes. Mâno, pres´tenção: Promessas para 20075 Coisas Que Me Deixam Feliz, são os temas. Considerando o fato de que 2007 já tá pra lá de velho, e que não me ocorre nada que me deixe realmente feliz, creio que começar a fazer promessas que já deveriam estar sendo cumpridas a essa altura, e dissertar sobre uma incógnita não sejam exatamente o que eu chamo de post interessante.

Mas, no contexto geral, eu não estou com a razão. A corrente das promessas me foi enviada dia 9. Teria dado tempo de respondê-la. Quanto às coisas que me deixam feliz, admito que é só frescura. Todavia, vale dizer que frescura minha não é uma frescura qualquer. Quando estou fresca com determinada coisa, ela pode acabar se tornando uma problemática muito maior do que ela própria teria a ambição de se tornar. Só pra dar uma idéia do que se passou pela minha cabeça: a corrente poderia se chamar 'cinco coisas que me agradam' ou 'cinco coisas que não me deixam nada feliz', afinal, a felicidade em si é um estado de espírito, e felicidade e estado de espírito (ou ainda, a minha felicidade e o meu estado de espírito) não são assuntos fáceis de se escrever sobre. Ainda mais quando se trata se felicidade, esse conceito ligeiramente flutuante. Tipo, se eu realmente começasse a escrever sobre isso, eu não iria ficar satisfeita, porque saberia que quem tentasse ler não entenderia o que eu quis dizer, o que é muito frustrante. Ocasionalmente até escrevo, mas quando leio, às vezes nem eu entendo exatamente o que aquilo representa. Aí sou obrigada a fingir que entendi, só pra não me deixar brava. Sacou a complexidade da parada?!

Mesmo assim, agradeço muito aos (termo para 'dono de blog' - que não seja 'blogueiro', por favor - no plural)* que lembraram de meu humilde ser,  convidando-me às tão amigáveis correntes. Ninguém mandou ficarem amiguinhos de uma (o termo, novamente) tão chata. 

* Não é blogueiro (céus, como não gosto dessa palavra), nem responsável, nem moderador. Eu SEI que existe o termo que eu quero. Pronto, vou ficar pensando nisso até dormir, hoje. Argh. E se você leu o parágrafo anterior substituindo os parênteses por 'blogueiros/blogueira', respectivamente, eu vou descobrir, e você se verá comigo, camarada.



Escrito por Cíntia Freitas às 21h16
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A polícia

 

"- Alô.

- Quem é?

- É a Cíntia. QUEM É?  (como se eu não soubesse)

- É a polícia.

- Oi, vó.

- Quando falar que é a polícia você já sabe que sou eu. (se a polícia ligar de verdade um dia, vai ser difícil acreditar)

- Ah, jura?! Nossa, que barulho é esse?

- É a televisão.

- Abaixa isso! Pra quê tão alto?

- Hã?!

- ABAIXA A TV! PRA QUÊ TÃO ALTO?!

- Ah, você sabe que eu estou meio surdinha, né?"

 

E continua: 

 

"- Nossa, tá calor... Eu estou só de calcinha...

- VÓ!! Eu realmente não precisava desse tipo de informação!!

- Ué, eu estou sozinha aqui, ninguém está me vendo.

- É, mas agora EU sei.

- Ah, mas eu sou bonitinha, não sou?! Só de calcinha, então...

- VÓ!!!"



Escrito por Cíntia Freitas às 18h56
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Falta de noção

 

Ontem, lá pelas duas da manhã, aqui estava eu, em frente ao computador, praticamente histérica. Estava tendo um daqueles momentos de extrema vontade de escrever, junto com um daqueles momentos em que tudo que eu pensava era assunto. Leia-se: coisa rara. Mas, como eu não me sinto confortável em postar de madrugada (nem me perguntem o por quê), anotei algumas dessas coisas no papelzinho companheiro de todas as horas. E é por isso que o post de hoje vai ser simplesmente aleatório. Dividido em tópicos, para não ficar assim, tão sem nexo.

  •  Todos à mesa, meu pai sai para pegar alguma coisa e volta com um envelope para a minha irmã:

          - Ó, chegou hoje.

          - É, eu vi. (abrindo o envelope, puxando o cartão lá contido, e começando a ler o dito cujo) 'Tenha um aniversário...' EI! QUE DIA É HOJE?!

          - Nossa, a dentista lembra do seu aniversário e você não. 

  • Devo admitir que eu também esqueço do meu aniversário com o inacreditável freqüência.
  • A palavra 'congratulação' realmente existe.
  • Conversando no MSN, me deparo com o adjetivo 'nipônica'. Na hora, eu fiquei extremamente indignada, mas depois lembrei que esse é um adjetivo que realmente exite, também.
  • Eu gosto mesmo de assistir filmes, e também gosto mesmo de arroz com batata palha. E eu também esqueço os horários dos filmes que quero ver, o que me obriga a ir dormir ainda mais tarde, para assistir a reprise.
  • Mas tudo isso, desde a questão do aniversário (que ocorre em janeiro), até as reprises de filme, se justificam com apenas uma palavra: férias.
  • E férias implicam em falta de noção de tempo, vocabulário, memória e, como ficou claro, coerência.


Escrito por Cíntia Freitas às 23h22
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Cinema, canecas e roupas

 

Cinematograficamente falando, o personagem Hercule Poirot, da minha mais nova companheira de férias Agatha Christie, está coberto de razão. Tudo é artístico demais hoje em dia. Os objetos são retratados de modo a parecerem totalmente diferentes do que são na realidade. Ainda não conheço bem o tal de Hercule, mas estou concordando muito com ele ao longo dessas quatro ou cinco páginas iniciais do livro.

Os meus sapatos não fazem o mesmo barulho, a caneca não contém a mesma deliciosa bebida, o meu cabelo não se solta bonitinhamente, minhas roupas não são, definitivamente, tão confortáveis. Ou me contento em não reparar em nada disso, ou sempre termino de assistir o filme extremamente desapontada com os meus pertences.



Escrito por Cíntia Freitas às 01h10
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